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Virtualidades e redes

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Este vídeo é parte  do material produzido pelo  Mario Salimon  para o filme  “Hierarquia: conversas depois do fim de um mundo”. Foi gravado no Laboratório de cocriação da Escola de  Redes, em São Paulo, em janeiro de 2012.

Na entrevista falo sobre minha experiência trabalhando com redes no terceiro setor e também no governo. Na parte final,  faço uma digressão sobre questões relativas à virtualidade e à imaterialidade  da vida contemporânea e sobre a importância do design  de interfaces tecnológicas e como estas impactam nos processos  de interação.

Vivianne Amaral – Entrevistas-base do filme Hierarquia: conversas depois do fim de um mundo. from Mario Salimon on Vimeo.

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Mais que resistência, invenção

A Baia Hacker com o tempo se configura como um laboratório social, na exploração intensa da interação e do que ela pode produzir, ali, localmente, no microcosmos das redes de convivência que abrangem mais que Itu, pois vivemos num continuum comunicacional, um território virtual entre conectados. A Baia é um laboratório hacker, um projeto da Cria Corpo, empresas ( CriaSolo, Instituto Cidade Jardim, Usimetal, Solid Products  Sinapse, entre outros) e pessoas parceiras num programa da incubadora da Prefeitura de Itu.

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Foto: Daniela Noronha

O desafio é como podemos criar e sustentar um ambiente amigável, que acolha as pessoas e seus diferentes interesses, de forma que possa ancorar iniciativas econômicas e de aprendizagem que não sejam mediadas apenas pela sociabilidade de mercado e  da produtividade.

Muitas das pessoas que convivem lá têm passagens por organizações não governamentais, movimentos sociais, redes. Muitos são pequenos e micro empreendedores, com idade, variando de 20 a 60 anos. Pessoas cuja visão de negócios está relacionada à felicidade, saúde e bem comum e cujas atividades em grande parte podem ser enquadradas no que hoje se chama de economia criativa (comida, pintura, comunicação, fotografia, música, arte, criação, design…). Uma classe média bem brasileira, pouco dinheiro, pequenos negócios e muita colaboração entre as pessoas para viabilizar ideias e projetos.

Não é aquela turma das startups, do empreendedorismo de prêmios, que viaja pelo mundo, aparece nos TEDS.  Há muita potência, mas são pessoas comuns, produzindo a vida, em cidades interioranas, onde novas formas de viver e ganhar a vida precisam de nichos para se desenvolver, pois prevalece  um certo provincianismo.

Tudo isto ficou muito claro para mim com a realização do Sarau Hacker que reuniu a comunidade que frequenta e gira em torno do espaço da Baia. Lá,  saquei que uma das melhores coisa que uma política pública interessada em impulsionar a economia criativa pode fazer é garantir espaços (e se possível, equipamentos)  para que os pequenos e frágeis negócios se instalem e se desenvolvam. Neste espaços, sem ter que pagar aluguel e com alguma estrutura e gestão que respeite a autonomia e o bem comum, as pessoas podem ter a liberdade e a oportunidade de inventar, encontrar parceiros, aprender a empreender, errar e ser solidários.

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Assim como a Baia Hacker, pelo que vejo no Facebook, que é a rede social que frequento diariamente, há inúmeros espaços de convivência com este espírito acontecendo no Brasil.  Neles , passamos da resistência à invenção de novas formas de viver em sociedade. São experiências frágeis, experimentais, muitas vezes precárias.  São na maior parte das vezes invisíveis para as politicas públicas. Neles passamos da resistência à invenção de novas formas de viver em sociedade. São vitais para a sociedade brasileira.

Sobre colaboração

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Colaboração é uma palavra que carrega mundos de significados.  Em agosto de 2014 ou 2015, dei um pitaco sobre ela no blog do Túlio Custódio, o Pitacodemia, que é uma produção colaborativa ideada e administrada por ele.

Por que colaboramos e cooperamos? Os livros que estou indicando têm contribuído para que eu amplie minha visão sobre estas condutas/habilidades da interação. Veja lá!

  Cinco referências sobre colaboração

Tempo livre, talento e excedente cognitivo

Para Clay Shirky, as TICs, a interatividade decorrente e a conectividade intensiva liberaram uma nova riqueza, que é social na origem, tem como  caraterísticas ser comum, compartilhada e compartilhável:  o excedente cognitivo.

Clique sobre a imagem para ampliá-la.

excedente cognitivo - interação e tecnologia

Pragmática da Comunicação

 

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Psicologia social

situações de interação

Âmbitos de inserção

ambitos de inserção