O conhecimento na abordagem conectivista

Para George Siemens, o conhecimento se libertou de suas amarras e devemos abandonar a visão conceitual do mundo do conhecimento como estático, organizado e definido por especialistas, substituindo-a por uma visão mais dinâmica e plural.

Nos últimos anos, a forma como realizamos diversas ações relacionadas ao conhecimento (acesso, consumo, produção, avaliação)  se transformou. As mudanças aconteceram em várias áreas:

  • o consumo dos meios de comunicação;
  • a verificação e validação do conhecimento;
  • como expressamos nossas ideias;
  • como nos relacionamos com a informação e o conhecimento;
  • como nos relacionamos com a avalanche de informação atual, que nos obriga a ser muito mais seletivos e a utilizar recursos  e ferramentas externas  para manejar a informação;
  • a existência de ambientes ricos de conhecimentos;
  • a redução de atividades de produção física e industrial e o avanço de atividades baseadas em ou diferenciadas pelo conhecimento agregado.

Segundo Siemens, estas mudanças impactam nossas organizações e o significado do que seja saber e aprender. As mudanças mais substanciais estão relacionadas à forma como vamos nos organizar no futuro. As diferentes estruturas e espaços da sociedade – igrejas, corporações, escolas, governos – experimentarão uma relação distinta daquela que até o presente tiveram com o conhecimento. As relações usuais de controle-monitoramento, causa-efeito não conseguirão responder aos fenômenos de interação com usuários, clientes, estudantes, consumidores e seguidores na sociedade conectiva.

Procurei representar, no infográfico abaixo, as diversas variáveis que precisamos considerar ao abordar a questão do conhecimento: seu ciclo, domínios, tipos e as estruturas/espaços da existência em que é produzido e circula.  A inspiração foi o capítulo Movimientos, do livro Conociendo el conocimiento, de George Siemens, na tradução para o espanhol do Nodos Ele . No link você tem acesso ao livro.

CONHECIMENTO

“Escuelas, universidades y empresas trabajan al servicio de la diseminación del conocimiento bajo la forma de contenedor. Ante la presión de un cambio constante (y puesto que han sido diseñadas para administrar productos, no procesos), estas organizaciones son incapaces de gestionar todo el espectro del conocimiento. La mayoría de nosotros alcanza su nivel más alto de comprensión a través de la reflexión y el aprendizaje informal, donde nos relacionamos con el conocimiento para alcanzar nuevas comprensiones. Todavía no hemos integrado en las estructuras educativas las habilidades y procesos que harán de nosotros ciudadanos del mañana. Mientras algunos están trabajando con estas nuevas perspectivas, la gran mayoría se refugia en las estructuras, preparando a estudiantes y trabajadores para un futuro que nunca existirá”.  (p.10)