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Como estamos desabilitando a cooperação (na infância)

Trabalhando  na produção do roteiro de aprendizagem para o curso “Dinâmicas da cooperação” , debruço-me  atenta sobre Juntos, do Richard Sennet, um dos livros que me inspiraram a oferecer o curso e lá aprendo  sobre como estamos desabilitando culturalmente a habilidade de cooperação em nossas crianças.

mafalda

Os bebês e as crianças até a idade escolar exploram intensivamente a cooperação  como estratégia de aprendizagem. Quando entram na escola tem início um processo de desabilitação da cooperação via a experiência da desigualdade.  Sennet explica sobre duas formas  que a desigualdade  é vivenciada no ambiente escolar: a separação das crianças em classes diferenciadas por habilidades e capacidade ( nos EUA e Grã- Bretanha, até o século XIX as crianças não eram diferenciadas como atualmente, ficavam na mesma sala a té  a adolescência, na França e Alemanha até o século XVII, as crianças ficavam misturadas até o início da adolescência). A outra forma está diretamente relacionada à desigualdade econômica e social e tudo que vem junto com ela. Tudo isto  começa a ser internalizado e naturalizado pelas crianças.

Desta forma, por volta dos 10 anos, a habilidade social infantil para a cooperação pode ser comprometida pelos fatos econômicos e pela instituições sociais, que moldam o senso de individualidade. Uma das maneiras como isso acontece na nossa sociedade é o consumo.  Acontece facilmente quando a desigualdade já está internalizada, tanto para os que se sentem “superiores” como para os que são “inferiores”.  O marketing convence a infância e a adolescência de que ela é o que possui. São vários tipos de consumo atacando a criança (e seus pais): o consumo médico (a medicalização da infância e da adolescência),  remédios, brinquedos, roupas, lazer, acesso à tecnologia, moradia (condomínios como ilhas). Todos estes consumos vão constituindo as crianças e as diferenciando.

A comparação odiosa  explora o sentimento de inferioridade, por meio  de desdém, exclusão, brincadeiras, humilhações.  O marketing investe  na fantasia que a posse de objetos e o acesso a coisas e serviços pode  proporcionar sentimento de reconhecimento.  E se você não pode comprar?

Há um enunciado óbvio para esta situação: eu sou melhor que você. Há um enunciado silencioso, interno, sutil  desta situação: Você não me vê, eu não conto para você porque não sou bom.  E o ressentimento cresce nutrindo um certo senso de individualidade , marcado pelo sentimento de inferioridade. De novo aqui, a solução que a sociedade de mercado oferece é o consumo de objetos de status para aplacar o ressentimento. Mas ressentimento e sentimentos de inferioridade comprometem a cooperação, desabilitando  habilidades sociais cooperativas.

Eu já tinha observado a desabilitação da cooperação pelo sentimento de  inferioridade e ressentimento em ambientes / relações de trabalho, em post que  fiz na Escola de Redes, em 2010: Pensando sobre cooperação.

A aprendizagem sobre Dinâmicas da Cooperação vai criar uma oportunidade para refletirmos e cocriarmos sobre  várias questões como esta.

Infobox

O que é

Um serviço para compartilhar conteúdos digitais multimídia em rede wifi  sem acessar a internet.

O Infobox é uma combinação de um roteador 3G portátil DLink MR 3020 (equipamento que se usa para gerar uma rede wifi local) transformado em servidor, um software e uma unidade de armazenamento USB (pen drive), que gera uma rede wifi privativa local. O servidor agindo como um portal cativo, sem acesso à internet, disponibiliza conteúdos digitalizados em quatro formatos: texto, vídeo, imagem e áudio, que ficam armazenados no pen drive. Qualquer usuário conectado à rede pode acessar e baixar o conteúdo.

Foi criado por Janson Griffey, com o nome LibraryBox e vem sendo apropriado, usado e reinventado em varios lugares do mundo. Veja

clever

Conjunto CleverBox: roteador, pen drive e bateria solar.

Mobilidade e fonte de energia

O dispositivo é móvel, podendo ser facilmente transportado e pode ser alimentado tanto por bateria solar quanto por energia elétrica.

Memória da rede

A capacidade de armazenamento do pen drive determina o tamanho da memória da rede gerada. Podem ser criados vários pen drives para um mesmo dispositivo, facilitando assim a organização de conteúdos para fins diversos: bibliotecas temáticas, documentos, formulários, conteúdos para cursos, etc.

Como acessar e baixar o conteúdo

tela

Home da rede gerada , com menu dos diretórios, relação de conteúdos baixados e chat.

Para acessar o conteúdo digitalizado basta se conectar à rede pelo wifi do seu dispositivo, abrir seu browser e navegar pelo site. Você pode pesquisar os conteúdos organizados por formato (texto, vídeo, imagem, áudio) e por pastas, baixando para seu equipamento (smartfone, tablet, computador, notebook) os arquivos de seu interesse. O requisito é que ele tenha wifi.

Além dos diretórios de conteúdos, o portal oferece um chat que pode ser utilizado em tempo real pelas pessoas que estão no alcance da rede e conectados à mesma. Nenhum dado pessoal é solicitado, preservando a privacidade dos usuários. A rede também é aberta e sem senha.

Personalização

O layout da home pode ser personalizado com o nome da instituição, logo e informações que desejarem divulgar.

Utilidades

O dispositivo pode ser utilizado como suporte para compartilhamento de conteúdos digitais e interação em todas atividades em que for necessário transportar e compartilhar documentos digitais e não se tenha acesso à internet.

Por exemplo:
– Em projetos educativos como biblioteca de conteúdos em diversos formatos.
– Em cursos e oficina como biblioteca de textos, testes e registro de atividades.
– Em situações de emergência com documentos e orientações específicas. com o benefício do chat para interação das pessoas que estiverem trabalhando na emegência .
– Em trabalhos de campo.
– Em palestras para compartilhar material apresentado e de referência.
– Em reuniões para compartilhar documentos e materiais em vários formatos.
– Como biblioteca digital.
– Em salas de espera com material informativo e de entretenimento.
– Em intervenções nos espaços urbanos e rurais.
– Em exposições culturais.

Invente outra…

Apresentação1

cleverbox

linhares

Zona de rede livre gerada na exposição VERaCIDADE com o CleverBox, Linhares-ES.

CleverBox é uma apropriação do LibraryBox , projeto desenvolvido por Janson Griffey, um professor universitario e pesquisador norte americano. O projeto está registrado como Criative Commons e disponível para uso e desenvolvimento. A ideia é criar uma rede local sem fio para lugares onde não há internet. O dispositivo é móvel e gera uma nuvem móvel de conteúdos que podem ser acessados e compartilhados entre os que estiverem conectados nesta rede

O dispositivo  facilita o acesso a conteúdos variados e a aproximação de educadores e estudantes com a tecnologia digital. A adaptação inclui novas funções e tradução para o português do material original. A equipe envolvida oferece orientação e suporte presenciais e online para seu uso.

Como funciona

Atualmente o CleverBox está na versão 1.0 beta, que possibilita montagem e compartilhamento (via download) de conteúdos nos formatos imagem, texto, doc/pdf, vídeo e áudio, que são organizados em uma biblioteca virtual. Além do compartilhamento, o CleverBox 1.0 beta oferece chat. Subir materiais (upload) e organizar a biblioteca só pode ser realizado pelo administrador do ambiente. Estamos trabalhando para unir as duas funções num só dispositivo.

O conjunto é composto por um TP Link MR3020 modificado, um pendrive de 16 GB SanDisk e um carregador de bateria solar. O TP Link pode ser ligado em qualquer tomada elétrica.

Muitas utilidades

O dispositivo pode ser usado como suporte tecnológico nas seguintes  atividades e você pode inventar outras mais:

– Em projetos educativos como biblioteca de conteúdos em diversos formatos.
– Em situações de emergência com documentos e orientações específicas.
– Em trabalhos de campo.
– Em palestras para compartilhar material apresentado.
– Em reuniões para compartilhar documentos e materiais em vários formatos.
– Em projetos de estímulo à leitura, como uma biblioteca volante.
– Em todo as atividades em que for necessário transportar e compartilhar documentos digitais e não disponha há de internet.
– Em intervenções nos espaços urbanos e rurais.
– Em exposições culturais.
– Em cursos e oficina como biblioteca de textos, testes e registro de atividades.

Quer um? Entre em contato: viviamaralsp@gmail.com